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Cristina Motta(not a XING member)Fortaleza, 13/09/201013 Sep 2010, 3:32 pmConsumidor Virtual – Uma Nova Forma de se Fazer Negócios
O presente artigo visa contribuir para uma reflexão a respeito da realidade virtual, cada vez mais presente no cotidiano das pessoas, de forma a viabilizar uma discussão a cerca dos seus reflexos nos negócios, bem como dos seus desdobramentos, como a criação de novos modelos e novos conceitos de negócios, novas formas de pensar, comunicar, vender, fazer negócios, comprar, etc.
Um dos eixos fundamentais do atual processo de reestruturação das relações, da formação de um novo sujeito, é decorrente da expansão das Tecnologias da Informação e da Comunicação, que também são responsáveis por uma transformação profunda nos processos de trabalho, na organização da empresa, na educação, nas relações sociais, no sujeito, na linguagem e consequentemente na forma de entender e fazer negócios.
O novo padrão de desenvolvimento confere à tecnologia, à comunicação virtual um papel crucial no desenvolvimento dessas novas formas. Isto em conseqüência de características tão particulares como rapidez de informações, interatividade e criação de novos símbolos, significantes e significados e por conseqüência, de novas valores.
A virtualização na vida das pessoas é uma tendência cada vez mais crescente, que marca profundamente o período atual, levando a uma freqüente sociabilidade centrada na comunicação virtualmente mediada, seja para conversar com um amigo, buscar informação, estudar, se divertir, namorar, fazer compras, etc.
Trata-se de algo qualitativamente distinto do que ocorria com a expansão dos grandes meios de comunicação que atingiam a massa e disseminavam uma subjetividade passiva, especialmente da televisão. O caráter interativo dos novos meios traz embutida a possibilidade de novas formas de elaboração da subjetividade: uma subjetividade ativa e é esse sujeito ativo que as empresas hoje devem entender, pois essa postura ativa repercute de forma proeminente na hora de se pensar e fazer negócios virtuais ou por meios virtuais.
A tecnologia sempre afetou o homem, desde o fogo, passando pelas primeiras ferramentas, depois pela máquina a vapor, que mudou hábitos até o computador e por fim, o advento da Internet e agora da realidade aumentada que trouxe e continua a produzir novas e profundas mudanças sociais e culturais, consequentemente surgindo um novo consumidor, um consumidor virtual, interativo.
Compreender como esta constante e acelerada mudança, que produz efeitos na organização da sociedade, interfere e modifica o comportamento e a percepção das pessoas, refletindo na subjetividade humana e conseqüentemente em suas formas de pensar, de agir, de se relacionar, ou seja, na sua forma de ser no mundo, de desejar, de querer, de ver, de consumir, é um importante passo na busca de soluções em negócios que atendam os anseios e demandas desse novo consumidor.
O homem é um ser social e simbólico, ou seja, ele se define pelas suas relações e por sua capacidade de construir um universo simbólico, como a arte, o mito, a ciência, que usam linguagens particulares e a própria linguagem; dentro desse universo simbólico o homem se movimenta.
Espaços como twitter, facebook, Orkut, blogs, entre outros mostram a força da construção desse universo social e simbólico, onde se constroem novas linguagens, como: orkutar, twittar, bloggar, etc.
Portanto, é através do simbolismo, que se origina as diversas formas de linguagem, os homens se comunicam e se relacionam, formando organizações culturais e sociais. Estas contêm além de uma linguagem que lhe é própria e viva, valores e regras de convivência. Ressalta-se ainda que é através da linguagem que os homens preservam e transmite a cultura de um determinado espaço.
O que novamente é ilustrado rapidamente e facilmente nos meios acima citados, onde cada um possui regras de conduta, linguagem própria, etc.
A escrita permite surgir novas formas de se relacionar com o mundo. A palavra passa a ser registrada, o que se reflete de forma considerável na forma do homem existir. A palavra impressa permite criar uma noção de historicidade, construindo assim uma linearidade.
Assim, a palavra antes transmitida passivamente, constituindo o sujeito era apenas um receptor de mensagens, agora o sujeito torna-se ativo, através da rapidez na transmissão da informação, bem como na interativa.
A Internet, portanto, permite ao homem estabelecer uma nova relação com o mundo, com a cultura, com o conhecimento. O hipertexto se diferencia do texto tradicional por não comportar a linearidade, nem um modelo unidirecional, porque através dele o leitor é ativo, o que implica numa subjetividade ativa, atuante, participativa.
O redesenho desse sujeito se vê no surgimento de novos conceitos e modelos de negócios, como: compra coletiva, investimentos feitos exclusivamente online, franquia virtual, lojas e shoppings virtuais, entre outros tantos que vão surgindo a medida que o homem se virtualiza cada vez mais. Assim, em meio a essa virtualização é quase impossível hoje uma loja, como as loja de móveis, produtos de decoração e outras tantas da área ou fora dela não estarem presente no mundo virtual.
Portanto, a Internet, mais que se constituir em um artefato tecnológico inovador, estabelece um novo espaço-tempo de interação, dentro do qual emergem formas novas e diferenciadas de sociabilidade e por possuir características tão particulares como: interatividade, rapidez, a criação de novos símbolos e, portanto, de uma nova linguagem, além de se evidenciar a força do símbolo, isso influencia de forma bastante significativa a subjetividade, o que implica uma modificação no sujeito e nas suas relações. Essa nova forma de se relacionar acaba por afetar a forma de compreender a percepção e a maneira de se fazer negócios.
Pois a realidade virtual que viabiliza a construção de um novo sujeito, à medida que esta produz novas subjetividades, formas de pensar e agir e insere esse sujeito dentro de um novo contexto, no qual ele se torna mais ativo do que passivo, mais transformador do que receptor perante sua vida, suas relações, seu desenvolvimento pessoal ou profissional, também produz espaço para novas formas de desejar, e entender isso, esses novos desejos, entender as diferenças entre passado e presente e perceber as tendência pode ser decisivo na escolha de estratégias para o desenvolvimento de novos negócios ou negócios já existentes. Algo que o mundo da decoração e design deve compreender. As empresas que trabalham com tintas já percebendo essas necessidades desenvolveram um espaço virtual que vai além do simples site institucional e desenvolveram espaços virtuais onde o consumidor pode interagir, se informar e aprender. Pois é mais do que evidente que as inovações tecnológicas, como a realidade virtual, trouxeram consigo novos hábitos e assim novas possibilidades e novas formas de fazer negócios.
Por: Cristina Motta
http://www.brazilinteriordesign.com
